Sempre faço o almoço com o Davi ali por perto, tirando panelas do armário, batendo uma tampa na outra, empurrando o cesto de frutas e legumes como se fosse um carrinho... Ele está acostumado com o ambiente da cozinha e sabe que não pode chegar perto do fogão senão queima e que o fogão é perigoso. Às vezes me pede para comer um ou outro legume que estou cortando, outras vezes pede para comer coisas que é melhor esperar cozinhar. Eu falo pra ele que está cru, outras vezes que tem que cozinhar primeiro. Ele fica me olhando com aquela carinha angelical e aqueles olhos grandes e pretos destacando no rostinho de pele clara emoldurado por cabelos loiros. Eu fico em dúvida se ele entendeu o que eu disse.
O Davi está na fase de colocar tudo na boca pra sentir o sabor. Outro dia comeu um pedaço de sabonete. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ele olhou pra mim com uma cara de que não gostou e exclamou: - tá cru! Eu quase morri de rir com a criatividade e a conexão do pensamento dele em associar o sabor ruim do sabonete com a minha advertência de que a comida estava crua!
Em outra ocasião ele, que ainda mama no meu peito, me pedia insistentemente para mamar. Como não estávamos em um local e nem em um horário apropriado eu neguei com a mesma persistência. Então o Davi chegou a uma conclusão que expressou prontamente: A mamãe vai cozinhar o mamá!
Filhos, alegria de viver!
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