quinta-feira, 30 de julho de 2009

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Existe amor maior?
Ver meu filho acordar, vê-lo crescer, se tornar independente, observar a cada dia que passa a personalidade dele se delineando.
Todos os dias coloco o Davi pra dormir e quase que rotineiramente acabo dormindo junto - as vezes desconfio de que é ele quem está me colocando para dormir.
Procuro seguir uma rotina de horários, para facilitar a vida para ele e para mim. Desta forma o relógio biológico dele já 'pede' para dormir quando vai chegando a hora. E ele mesmo já sabe quando é tempo de ir pra cama. Por exemplo: depois do almoço a siesta é infalível. Assim que acabamos de almoçar, minha mãe adora perguntar para o Davi o que ele vai fazer e ele responde: Dormir! Assim, simples.
Dorme cerca de uma hora e meia a duas horas depois do almoço. Seguindo sempre a rotina: escovar os dentes e dormir. Ele aproveita para mamar (no peito) até cair no sono - eu e ele! A diferença é que eu tenho que acordar mais cedo (quem me dera eu pudesse desfrutar de uma soneca de duas horas!).
À noite o horário é em torno de 20h. Dependendo do ritmo das atividades do dia, ou se o tempo da soneca da tarde foi mais curto, o sono vem mais cedo. Nesta hora o Davi gosta de ficar conversando, que eu leia historinhas nos livrinhos dele, ou simplesmente uma massagensinha nos pés e músicas para dormir. É um ritual lindo que eu amo fazer.
Este quadro de Klimt reflete tão bem meus sentimentos que vou deixar a imagem falar por mim.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Na cozinha com Davi

Sempre faço o almoço com o Davi ali por perto, tirando panelas do armário, batendo uma tampa na outra, empurrando o cesto de frutas e legumes como se fosse um carrinho... Ele está acostumado com o ambiente da cozinha e sabe que não pode chegar perto do fogão senão queima e que o fogão é perigoso. Às vezes me pede para comer um ou outro legume que estou cortando, outras vezes pede para comer coisas que é melhor esperar cozinhar. Eu falo pra ele que está cru, outras vezes que tem que cozinhar primeiro. Ele fica me olhando com aquela carinha angelical e aqueles olhos grandes e pretos destacando no rostinho de pele clara emoldurado por cabelos loiros. Eu fico em dúvida se ele entendeu o que eu disse.
O Davi está na fase de colocar tudo na boca pra sentir o sabor. Outro dia comeu um pedaço de sabonete. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ele olhou pra mim com uma cara de que não gostou e exclamou: - tá cru! Eu quase morri de rir com a criatividade e a conexão do pensamento dele em associar o sabor ruim do sabonete com a minha advertência de que a comida estava crua!
Em outra ocasião ele, que ainda mama no meu peito, me pedia insistentemente para mamar. Como não estávamos em um local e nem em um horário apropriado eu neguei com a mesma persistência. Então o Davi chegou a uma conclusão que expressou prontamente: A mamãe vai cozinhar o mamá!
Filhos, alegria de viver!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Formigas e filosofia de vida

Eu tento ensinar ao meu filho valores que considero importantes para mim. Por exemplo: respeitar a natureza. É difícil transmitir o conceito de respeito para uma criança de um ano e meio de idade, mas acredito que nossas ações também servem como referencial. Então eu estou sempre tentando demonstrar ao meu filho gestos que refletem este conceito em minha vida.
Outro dia eu tive uma surpresa. O Davi viu uma formiguinha e foi correndo buscar um chinelinho e disse: matar, matar! E partiu pra cima da inocente. Eu não acreditei que vi o meu bebê pronunciando aquelas palavras e fiquei mais assustada ainda com o gesto certeiro da chinelada na formiga! Eu tentei lhe ensinar que a formiguinha estava sofrendo e que não poderia fazer aquilo. Então ele viu outra formiga e partiu pra cima: matar, matar! Antes que eu pudesse impedir, a pobrezinha já estava se contorcendo. Daí meu filho disse: Coitadinha!
O jeito foi rever minhas próprias atitudes e reconhecer que eu sou uma matadora de formigas. Respeito o espaço delas quando estão ao ar livre ou em algum lugar da casa em que não incomodem tanto. Entretanto, quando estão na minha área sou certeira como o Davi. Para evitar que meu filho se sentisse culpado a cada chinelada que ele der estou tentando ensinar a não ser radical. - "Só pode matar formigas quando elas invadirem nosso espaço."
Os filhos ensinam muito mais sobre nós do que imagina nossa vã filosofia!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu amo!

Eu e meu espaço virtual

Não escrevo para ser seguida. Escrevo para deixar registrado meu sentimento em algum lugar além do papel higiênico onde rascunho algumas idéias e nunca mais passo a limpo.
Escrevo talvez para que meu filho um dia possa ler e estou cansada de encher diários e agendas que depois se tornam ilegíveis seja pela falta de organização ou pela simples dificuldade de ir passando páginas em branco até chegar em algo que faça sentido.
Escrevo para desabafar...
Acima de tudo pretendo escrever sobre o meu filho, registrando frases e momentos que não quero que se percam na minha fraca memória.
Escrevo porque me habituei...